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Novos ventiladores pulmonares prometem mudar a realidade do atendimento público de saúde no Estado

Bianca Cintra
07/08/2020 10:19

Para dar suporte aos pacientes contaminados pelo novo coronavírus, a empresa mineira 'Tacom' por meio do projeto Inspirar promete mudar a realidade do atendimento nos hospitais públicos do Estado. Isso porque o equipamento que no último dia 03 obteve homologação da Anvisa na classe III e já pode ser produzido em larga escala e com isso chegará ao mercado com custo significativamente mais baixo que o de equipamentos similares.

Para o diretor comercial da 'Tacom' e idealizador do projeto, Marco Antônio Tonussi, o desenvolvimento do ventilador representará um avanço no suporte médico-hospitalar de muitas cidades mineiras, especialmente as menores que pela primeira vez poderão oferecer melhores condições no tratamento de doenças e insuficiências respiratórias. “As próprias Unidades de Pronto Atendimento (UPA) agora terão plena capacidade de dar suporte a pacientes que dependem da ventilação mecânica. Estamos colocando no mercado equipamentos inteligentes de tecnologia inédita, custo baixo e muito simples de serem manuseados”.

Os primeiros 1500 ventiladores pulmonares estão sendo produzidos a pedido da 'Fiemg', principal apoiadora do projeto que destinará os equipamentos ao governo do Estado.

A perspectiva é de que essa remessa fique pronta até meados de agosto. A Inspirar prevê uma capacidade de produção de cerca de 1200 equipamentos por semana na fábrica adquirida especialmente para este fim em Itajubá no interior de Minas Gerais. “Trabalhamos duro para conseguir a classificação mais difícil da Anvisa (classe III), e agora é o momento de intensificar a produção para fazer com que o ventilador pulmonar chegue, rapidamente, às cidades mais necessitadas em Minas e no Brasil”, afirma Tonussi.

Além do manuseio simples e serem significativamente mais baratos que os equipamentos já existentes no mercado, outras vantagens colocam os ventiladores à frente dos respiradores comuns. O equipamento evita o vazamento de ar contaminado e possibilita que profissionais da saúde possam se dedicar a casos mais graves, já que os ventiladores são controlados remotamente, bastando apenas um profissional para controle de até 50 aparelhos simultaneamente.

Médicos intensivistas da Rede Mater Dei de Saúde participaram do projeto que contou ainda com equipe de engenheiros, programadores e desenvolvedores.

Foto: Divulgação